terça-feira, 19 de abril de 2011

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que tu cativas"...

... já dizia Antoine de Saint Exupéry.

Cativar, responsabilizar alguém por nós mesmo, a entrega da confiança e da felicidade por atos tão simples mas grandiosos representam algo 'pesado'  para quem recebe. Assim como, quem é cativado, sente que algo que é seu, na verdade, não está em suas mãos, sob seu controle.
Esse ato, tanto de entrega quanto de recebimento, é um ato quase que inevitável e causador de grandes dores, assim como salvador de muitas almas e corações.
Mas, a minha pergunta é: "Por que eu?"  E em outros momentos já me pergunto: "Por que você?"
"Por que eu?" Sei mais do que nunca, e a cada dia me conveço mais, de que não nasci pra isso... Minha alma se lapida de uma forma tão autêntica e independente que não se torna capaz de ter atos controlados, sendo responsável por sorrisos, lágrimas de outra(s) pessoa(s). Mas, ao mesmo tempo, não deixo de abraçar aquilo que não é meu, deixando qualquer egoísmo de lado, tornando-se ainda maior e mais legítimo do que qualquer coisa realmente minha.
Como também, "Por que você?" Tão independente, tão distante, mas tão parecido comigo. Realidades e tempos oposto, num caminhar que quase ao mesmo passo. Anseios tão comuns, mas uma lacuna, fácil de preencher, mas tão difícil de aceitar que poderíamos preencher. Não que seja tão distante, não que não haja como encurtar o caminho, facilitar, quem sabe ser feliz, mas é difícil aceitar coisas que são notórias, porém a realidade é outra e não permite.
Confuso? Imagine pra que vive...

Nenhum comentário:

Postar um comentário