"Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repitidas com fervor apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos." Oswaldo Montenegro
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
(Re)Começando ao fim
Um recomeço pra quem talvez não tenha começado para recomeçar. Por um desejo de expressar o que sufoca, o que transborda. Sem saber se há quem ouça, quem absorva ou quem perceba. Mas, vale pelo desejo que foge do controle.
terça-feira, 19 de abril de 2011
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que tu cativas"...
... já dizia Antoine de Saint Exupéry.
Cativar, responsabilizar alguém por nós mesmo, a entrega da confiança e da felicidade por atos tão simples mas grandiosos representam algo 'pesado' para quem recebe. Assim como, quem é cativado, sente que algo que é seu, na verdade, não está em suas mãos, sob seu controle.
Esse ato, tanto de entrega quanto de recebimento, é um ato quase que inevitável e causador de grandes dores, assim como salvador de muitas almas e corações.
Mas, a minha pergunta é: "Por que eu?" E em outros momentos já me pergunto: "Por que você?"
"Por que eu?" Sei mais do que nunca, e a cada dia me conveço mais, de que não nasci pra isso... Minha alma se lapida de uma forma tão autêntica e independente que não se torna capaz de ter atos controlados, sendo responsável por sorrisos, lágrimas de outra(s) pessoa(s). Mas, ao mesmo tempo, não deixo de abraçar aquilo que não é meu, deixando qualquer egoísmo de lado, tornando-se ainda maior e mais legítimo do que qualquer coisa realmente minha.
Como também, "Por que você?" Tão independente, tão distante, mas tão parecido comigo. Realidades e tempos oposto, num caminhar que quase ao mesmo passo. Anseios tão comuns, mas uma lacuna, fácil de preencher, mas tão difícil de aceitar que poderíamos preencher. Não que seja tão distante, não que não haja como encurtar o caminho, facilitar, quem sabe ser feliz, mas é difícil aceitar coisas que são notórias, porém a realidade é outra e não permite.
Confuso? Imagine pra que vive...
Cativar, responsabilizar alguém por nós mesmo, a entrega da confiança e da felicidade por atos tão simples mas grandiosos representam algo 'pesado' para quem recebe. Assim como, quem é cativado, sente que algo que é seu, na verdade, não está em suas mãos, sob seu controle.
Esse ato, tanto de entrega quanto de recebimento, é um ato quase que inevitável e causador de grandes dores, assim como salvador de muitas almas e corações.
Mas, a minha pergunta é: "Por que eu?" E em outros momentos já me pergunto: "Por que você?"
"Por que eu?" Sei mais do que nunca, e a cada dia me conveço mais, de que não nasci pra isso... Minha alma se lapida de uma forma tão autêntica e independente que não se torna capaz de ter atos controlados, sendo responsável por sorrisos, lágrimas de outra(s) pessoa(s). Mas, ao mesmo tempo, não deixo de abraçar aquilo que não é meu, deixando qualquer egoísmo de lado, tornando-se ainda maior e mais legítimo do que qualquer coisa realmente minha.
Como também, "Por que você?" Tão independente, tão distante, mas tão parecido comigo. Realidades e tempos oposto, num caminhar que quase ao mesmo passo. Anseios tão comuns, mas uma lacuna, fácil de preencher, mas tão difícil de aceitar que poderíamos preencher. Não que seja tão distante, não que não haja como encurtar o caminho, facilitar, quem sabe ser feliz, mas é difícil aceitar coisas que são notórias, porém a realidade é outra e não permite.
Confuso? Imagine pra que vive...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Peraltices do tempo.
Se ao menos eu pudesse entender o tempo. Relativo quando se trata de presente, insistente quando se fala de passado e duvidoso quando se trata de futuro.
Perceber ele por ele mesmo, sem conveção nenhuma (sejam horas, minutos, dias, etc) é uma arte, um filme a ser assistido minuciosamente. Muitos consideram esse momento de percepção uma "perda tempo", mas somente os que são além de corpo, são de alma, entendem que as respostas de seus questionamentos se encontram nessa arte.
Esse tão instável, mais do que bipolar, norteia nossas vidas. Sem respeito algum, esquecemos que "tudo tem seu tempo". Atropelamos o que estiver por vir, antes que venha. Mas também, ele parece brincar com a nossa cara... Sem ao menos nos deixar sentir, o que falamos ou fizemos já é passado, sendo o presente algo efêmero, tornando-se uma lembrança sempre, brevemente, a cada instante. E do futuro, muito se sonha, se realiza no presente e breve já é lembrança. O que seria esse texto? Memória do que escrevi? Presente enquanto lêem?
Moleque atrevido esse tal de tempo. Como criança, faz e acontece sem se preocupar, afinal quem deve se adequar somos nós... Peraltice de criança, sendo de peso, como coisa de gente grande.
Ai tempo... se pudessemos tirar um tempo disso tudo... Mas mais um tempo? Acho melhor nem pensar...
Perceber ele por ele mesmo, sem conveção nenhuma (sejam horas, minutos, dias, etc) é uma arte, um filme a ser assistido minuciosamente. Muitos consideram esse momento de percepção uma "perda tempo", mas somente os que são além de corpo, são de alma, entendem que as respostas de seus questionamentos se encontram nessa arte.
Esse tão instável, mais do que bipolar, norteia nossas vidas. Sem respeito algum, esquecemos que "tudo tem seu tempo". Atropelamos o que estiver por vir, antes que venha. Mas também, ele parece brincar com a nossa cara... Sem ao menos nos deixar sentir, o que falamos ou fizemos já é passado, sendo o presente algo efêmero, tornando-se uma lembrança sempre, brevemente, a cada instante. E do futuro, muito se sonha, se realiza no presente e breve já é lembrança. O que seria esse texto? Memória do que escrevi? Presente enquanto lêem?
Moleque atrevido esse tal de tempo. Como criança, faz e acontece sem se preocupar, afinal quem deve se adequar somos nós... Peraltice de criança, sendo de peso, como coisa de gente grande.
Ai tempo... se pudessemos tirar um tempo disso tudo... Mas mais um tempo? Acho melhor nem pensar...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Palavras
Palavras por palavras.
Palavras que falam, palavras que escrevem, palavras que traduzem, palavras que codificam, palavras que cantam, palavras que rimam, palavras que dançam, palavras que expressam, palavras que choram, palavras que sorriem, palavras que ofendem, palavras que elogiam, palavras que memoram, palavras que apagam, palavras que confirmam, palavras que duvidam, palavras que questionam, palavras que afirmam, palavras que explicam, palavras que complicam, palavras que acabam, palavras que palavras que começam, palavras que contam, palavras que magoam, palavras que alegram, palavras que fazem, palavras que criam, palavras que sonham, palavras que esperam, palavras que prometem, palavras que correm, palavras que acalmam, palavras que assustam, palavras que cuidam, palavras que olham, palavras que respiram, palavras que sentem, palavras que mentem, palavras que ecoam, palavras que enganam, palavras que confiam, palavras que ensinam, palavras que estudam, palavras que não se entendem, palavras que se ouvem, palavras que passam despercebidas, palavras que são de verdade, palavras que caminham, palavras que que caracterizam, palavras que são suas, palavras que são minhas, palavras que se usam, palavras que te usam, palavras que manipulam, palavras que corrompem, palavras que transcêndem, palavras que não significam, palavras que se subentendem, palavras que marcam, palavras que anotam, palavras que edificam, palavras que ratificam, palavras que retificam, palavras que fofocam, palavras que resistem, palavras que existem, palavras que vivem.
Palavras por palavras. Palavras de Significado, palavras além do significado, palavras que têm intenção.
Cuidem do eco que as palavras tem na alma de quem as ouve.
(Quanta pretensão em manter um blog...)
Palavras que falam, palavras que escrevem, palavras que traduzem, palavras que codificam, palavras que cantam, palavras que rimam, palavras que dançam, palavras que expressam, palavras que choram, palavras que sorriem, palavras que ofendem, palavras que elogiam, palavras que memoram, palavras que apagam, palavras que confirmam, palavras que duvidam, palavras que questionam, palavras que afirmam, palavras que explicam, palavras que complicam, palavras que acabam, palavras que palavras que começam, palavras que contam, palavras que magoam, palavras que alegram, palavras que fazem, palavras que criam, palavras que sonham, palavras que esperam, palavras que prometem, palavras que correm, palavras que acalmam, palavras que assustam, palavras que cuidam, palavras que olham, palavras que respiram, palavras que sentem, palavras que mentem, palavras que ecoam, palavras que enganam, palavras que confiam, palavras que ensinam, palavras que estudam, palavras que não se entendem, palavras que se ouvem, palavras que passam despercebidas, palavras que são de verdade, palavras que caminham, palavras que que caracterizam, palavras que são suas, palavras que são minhas, palavras que se usam, palavras que te usam, palavras que manipulam, palavras que corrompem, palavras que transcêndem, palavras que não significam, palavras que se subentendem, palavras que marcam, palavras que anotam, palavras que edificam, palavras que ratificam, palavras que retificam, palavras que fofocam, palavras que resistem, palavras que existem, palavras que vivem.
Palavras por palavras. Palavras de Significado, palavras além do significado, palavras que têm intenção.
Cuidem do eco que as palavras tem na alma de quem as ouve.
(Quanta pretensão em manter um blog...)
sábado, 22 de janeiro de 2011
Inefável...
O que não pode ser expresso verbalmente;
De tudo que move a existência humana, já complexa que chegue, a minha (existência) se define por uma (palavra), que traduz aquilo que não se pode expressar em palavras ditas, diria eu nem escritas.
Uma palavra que diz tudo sem poder dizer nada. Diz tudo e não diz nada.
O que não pode ser expresso verbalmente;
Define o que transcende, sem definir nada.
Responde perguntas que escondo de mim, aquelas que não há coragem que me faça responder, mesmo não dizendo respostas.
Ainda é doce de se falar e suave de se ouvir.
Inefável...
De tudo que move a existência humana, já complexa que chegue, a minha (existência) se define por uma (palavra), que traduz aquilo que não se pode expressar em palavras ditas, diria eu nem escritas.
Uma palavra que diz tudo sem poder dizer nada. Diz tudo e não diz nada.
O que não pode ser expresso verbalmente;
Define o que transcende, sem definir nada.
Responde perguntas que escondo de mim, aquelas que não há coragem que me faça responder, mesmo não dizendo respostas.
Ainda é doce de se falar e suave de se ouvir.
Inefável...
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